quarta-feira, 15 de agosto de 2012


A  escola  é um aparelho ideológico criado pelo grupo dominante para reproduzir seus interesses, sua ideologia. Escola seria aquela instituição superestrutural, na maioria das vezes imposta, obrigatória, e controlada pelos que detêm o poder. Quando essa escola não executa a política  e os interesses do grupo no poder, ela é censurada, mudada, reformada, e até mesmo fechada. (GUARESCHI, p; 69, 1989)



Diante dessa lógica de reprodução e dominação os profissionais de educação se sentem numa encruzilhada, ou obedecem produzindo um conhecimento que preparam os indivíduos para ser submissos ao modelo de produção, ou serão censurados por buscarem produzir um conhecimento de emancipação humana. Ao percebermos isso notamos o quanto o capitalismo é desumano, nele não se pensa o desenvolvimento dos indivíduos como um todo e sim de uma minoria que detém os meios de produção.

Nesse momento surge a necessidade  de uma escola dualista, pois não se podia ensinar a todos igualmente, uns deveriam ter uma “educação” para dirigir, governar e o outro para obedecer, sujeitar, SAVIANI   ressalta;



A escola cumpre duas funções básicas: contribui para a formação da força de trabalho e para a inculcação da ideologia burguesa... Isto é feito de duas formas concomitantes: em primeiro lugar, a inculcação explicita da ideologia burguesa; em segundo lugar, o recalcamento, a sujeição e o disfarce da ideologia proletária. (SAVIANI, p; 37 ,1997)


terça-feira, 14 de agosto de 2012



Como educadora sinto-me na responsabilidade de proporcionar aos meus alunos a apropriação de conhecimentos e práticas que leve-os mais tarde a lutar pela emancipação humana, todavia é preciso alguns  requisitos essenciais como: “o conhecimento – o mais profundo e sólido possível da natureza do fim que se pretende atingir; compreensão da situação do mundo atual, da profunda lógica que reside na sociabilidade do capital e suas crises; A educação, é preciso o conhecimento da natureza do campo especifico da educação, não pode ser qualquer conhecimento referente à educação, tem que ser um conhecimento ontológico; Domínio dos conteúdos em cada área do saber, pois seria quase que inútil um educador com uma posição política voltada para as classes populares, sem a apropriação dos mais avançados saberes e técnicas, porém, também articulados com a prática social; Articulação da atividade educativa com as lutas desenvolvidas pelas classes mais prejudicadas que são as classes subalternas.

Até nos encontramos plenamente livres desfrutaremos;



FAZ ESCURO, MAS EU CANTO

  Faz escuro, mas eu canto,

porque a manhã vai chegar.

Vem ver comigo, companheiro,

a cor do mundo mudar.

          Vale a pena não dormir para esperar

           a cor do mundo mudar.

Já é madrugada,

vem o sol, quero alegria,

que é para esquecer o que eu sofria.

          Quem sofre fica acordado

            defendendo o coração.

             Vamos juntos, multidão,

               trabalhar pela alegria,

               amanhã é um novo dia.



(“Faz escuro, mas eu canto”. Thiago de Mello, 1966)
A educação que deveria ser usada como uma “alavanca” para a mudança, tornou-se um instrumento da classe dominante para acumulação do capital, ou seja, para obter lucro, sendo assim, a educação, para o capital, é tida como um negócio e impõe...
um trabalho alienante, mantendo o homem dominado por essa lógica.
Segundo Saviani, o objetivo da educação é a transmissão da humanidade a cada indivíduo singular. O autor também fala que a educação não deve ser entendida somente como escola, mas em um conceito amplo, já que se trata da transmissão de valores ideias, culturas e conhecimentos historicamente construídos e acumulados.
Era tecnológica: inclusão dos incluídos

Francisca Janderline da Silva Nobre
Francisco Davy Matias de Araújo
Wellyna Gonçalves Jucá
Orientadora Profª. MS. Vânia Alexandrino Leitão
Profª. MS, FECLESC, UECE
Introdução
Vivemos em uma sociedade no ritmo da globalização e são imensos os desafios que surgem para os diversos segmentos sociais, econômicos e políticos. Para atender a “essa realidade” é necessário o desenvolvimento de diferentes aptidões e é nesse cenário que o capitalismo contemporâneo consolidou as chamadas tecnologias da informação e da comunicação (TICs). (MATTOS & SANTOS; 2009).
Inicialmente, diz-se com o intuito de solucionar os diversos problemas sociais e econômicos, ou seja, melhorar a qualidade de vida dos indivíduos, através do emprego e do aumento da renda. Mas até onde vai a qualidade de vida e as possibilidades de empregos, se nem todos estão incluídos nessa política da informação? Sabemos que são muitos os excluídos que não tem acesso a esse recurso social primário – a informação, muito menos ao conhecimento
Esse questionamento inicial, portanto, nos leva a justificativa do presente estudo, em outras palavras, justifica-se pela necessidade de ir além da perspectiva imediata e utilitarista da chamada sociedade da informação ou sociedade do conhecimento, e, ao nosso objetivo geral de compreender a expansão das TICs no campo educação/ formação.
Especificamente, buscaremos analisar a contradição expansão das TICs e aumento da pobreza; e conhecer o conjunto prático das TICs nas escolas públicas estaduais do Sertão Central cearense através do Programa PROINFO, coordenado pela 12ª Coordenadoria Regional de Desenvolvimento Educacional (12ª CREDE).
Desse modo, os procedimentos teóricos e metodológicos adotarão algumas abordagens de BELL, Webster, Castells e Kumar, apoiados em autores, entre eles, FERREIRA (2003), MATTOS & SANTOS (2009), SILVA (2009) e DUARTE (2003) e a análise empírica do Programa PROINFO nas escolas estaduais do Sertão Central.
Referências Bibliográficas (Inicial)
DUARTE, Newton. As pedagogias do aprender a aprender e algumas ilusões da assim chamada sociedade do conhecimento. in: do conhecimento ou sociedade das ilusões?:quatro ensaios crítico-dialético em filosofia da educação.Campinas,SP: Autores Associados, 2003.-(Coleção polêmicas do nosso tempo,86)
FERREIRA; Daniela Assis Alves; Tecnologia: fator determinante no advento da sociedade da informação? Perspect. Cienc. inf., Belo Horizonte. V. 8, n. 1, p. 4-11, jan./jun. 2003. FERREIRA (2003)
MATTOS; Fernando Augusto Mansor de & SANTOS; Bruna Daniela Dias Rocchetti; Sociedade da informação e inclusão digital: uma análise crítica. Liinc em Revista, v.5, n.1, março, 2009, Rio de Janeiro, p. 117- 132 – disponível em: http://www.ibict.br/liinc MATTOS & SANTOS (2009)
SILVA; Maria Urbana da; "As Pedagogias Diferenciadas e o Papel do Professor Frente à Escola em Mudança"; Encontro de Educação e Marketing AEC-SP, Araçatuba - São Paulo; A Nova Identidade Da Escola Em Mudança; 11/08/2001.